Os trabalhadores denunciam que estão sendo tratados como “descartáveis” pela atual administração, sem diálogo ou transparência. De acordo com os relatos, há mudanças na carga horária e nos critérios para concessão de plantões extraordinários, que, segundo eles, deveriam ser prioritariamente destinados aos servidores estatutários, conforme decreto estadual. No entanto, afirmam que a prática tem privilegiado trabalhadores externos sem vínculo com o hospital. O comunicado interno distribuído nesta terça-feira (1º) pela supervisão de enfermagem informa que a partir do dia 23 de abril o hospital funcionará apenas com plantões extras, abertos a qualquer tipo de vínculo, aprofundando o sentimento de exclusão entre os efetivos.
O ambiente, segundo os denunciantes, é de medo e repressão. Relatos apontam casos de perseguição a quem questiona a gestão, incluindo transferência de setor sem aviso prévio como forma de retaliação. Servidores com décadas de casa relatam que já tinham suas vidas organizadas com base nas escalas anteriores, e agora se veem diante de mudanças drásticas, sem qualquer garantia sobre seus direitos. Um grupo de trabalhadores, com apoio do sindicato da categoria, tem tentado diálogo com o HMA, mas reuniões vêm sendo adiadas e a falta de informações alimenta o clima de insegurança.
Postado por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro-01/04/2025
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